segunda-feira, 21 de julho de 2008

Urubu paraguaio

É, o Flamengo já fez tudo o que tinha para fazer neste Campeonato Brasileiro.

Para mim, era grande candidato ao título. Tinha jogadores bons, e um elenco forte. Mas, devido à diretoria incompetente, que não pensa em títulos, e sim em grana, o time de maior torcida no país terá uma queda grande no campeonato.

Digo e repito, Marcinho era o motor do Flamengo. Foi vendido. Agora o motor é Juan(que já está pensando na Europa com tanta especulações).

Renato Augusto, era o complemento de um time forte, que tinha alguém no banco que pudesse substituir bem o Marcinho.

Agora sem Marcinho, e Renato Augusto, o Mengão é um bom time, mas não tem elenco.

E minha Suzana que está nos EUA, foi triste pensando que não veria seu time ser hexacampeão. Relaxa Su, quem sabe no ano que vem...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ronaldinho no Milan

Ronaldinho chegou ao Milan.

Agora o time ítalo-brasileiro tem um trio de atacantes brasileiros na frente, Kaka, Ronaldinho e Alexandre Pato.

Esperamos que o treinador do Milan seja esperto e ponha os 3 para jogar.

Assim como Dunga, ao vê- los jogando juntos e com entrosamento, larga de ser teimoso e também os chame para a seleção brasileira.

Esperamos que Ronaldinho Gaúcho, agora com nova motivação, agradeça o Milan e volte a encontrar o melhor do seu futebol.

Por que se encontrar, o futebol é que agradecerá ao Milan.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Terceirona com o Mixtão pegando fogo!

Noite linda ontem no verdão.

A Boca Suja compareceu em peso para torcer pro Mixto contra o favorito Atlético- GO.

Atlético este, que tem como treinador o rodado Mauro Fernandes, que tem como jogador o bom Anaílson, que chegou este ano às quartas-de-final na Copa do Brasil.

E o Mixto? O Mixto da Boca Suja, de Cuiabá, e que tem Buiú e Robinho.

O alvinegro esteve na frente no marcador por 2 vezes, e jogou muito bem.

Mas desperdiçou muitas chances e cedeu o empate. O que não é um mal resultado.

Agora, domingo as 4 da tarde tem outra parada dura no Verdão.

Vamos comparecer heeein!

MIIIIIIIXTO!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

O Mario era pe' frio

O Rio ainda respira a final da Libertadores.

Nas mesas de bares, esquinas dos botecos, padaria do Joaquim, cada lugar, todo mundo fala da final.

Tricolores com a camisa de tres cores pelas ruas fazendo o menos carioca ficar confuso. Me perguntava raivosamente o meu amigo Joao, o que era aquilo?? O time perde a final mais facil da historia, e ainda tem aplausos e desfile??

Serenamente tentei explica-lo que ser tricolor e' amor, paixao, nao e' sofrer, ser doente. A torcida canta no Maracana algo mais ou menos assim que diz "...quando o time vai bem, mesmo quando o time vai mal, eu vim aqui te apoiar, o fluminense pra sempre vou te amar...." me perdoem os tricolores de carteirinha se a letra estiver faltando alguma coisa, mas e' por ai, da pra explicar para o Joao, o que e' ser tricolor.

Chorei sim quarta-feira no Maracana, mas no inicio do jogo, ao ver aquela festa em verde, branco e grena, o Estadio Mario Filho nunca vira festa igual a essa, que coisa linda foi aquela aquarela tricolor, o espirito de fe(que faltou no fim do jogo) brilhava nas arquibancadas. As bandeiras no suave toque do bombo, no compasso do nense. E' triste ver o fim nas lagrimas de um garoto dos seus 11 anos, mas o que posso fazer se meu coracao tricolor so de amores queres lembrar.

Mas voltando ao que interessa, ainda ontem a noite no Jobi, discutiamos sobre as finais no Mario Filho; 50, perdemos a copa do mundo. Botafogo e Juventude na copa do Brasil, Juventude campeao. Outra copa do Brasil, agora com Flamengo e Santo Andre. voces lembram? Pois e', deu Santo Andre. E o Vasco e Corinthians no mundial? Bom, mas o Vasco e' vice em qualquer lugar ne? Trabalho Dinamite, voce tera. Boa sorte. Agora foi a vez do Fluminense contra a fraquissima LDU. E' Dr. Cid, pode dizer ai ao Mario que o pe frio daqui e' ele sim senhor.

Mario Filho foi o jornalista que mudou a cronica esportiva brasileira, vou mais adiante por capricho proprio, ele mudou a cronica mundial. Irmao do nada simpatico e tricolor declarado Nelson Rodrigues, Mario se dizia tricolor tambem, porem o proprio Nelson ja cansou de dizer que ele era um flamenguista disfarcado de tricolor. Seja la o que for ja virou a sina do pe frio torcedor.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

O Maracanã em festa, engalanado em três cores, 80 mil vozes em uníssono, como nunca.

Três fileiras abaixo de mim, vejo Chico Buarque e Ivan Lins.

Jô Soares se aproxima deles, diz que não quer interrompê-los, mas os interrompe.

Acima de mim, muito acima, Nelson Rodrigues e Mário Lago.

Mesmo ateu, o comunista e saudoso ator conversou com Deus e pediu uma licença para descer ao estádio que leva o nome de seu xará, Mário Filho, irmão de Nelson.

O Fluminense flutua no gramado do Maracanã em busca de pintar a América com as três cores que traduzem tradição, diante de uma LDU com vantagem considerável.

Mas, da marquise encantada do estádio lotado, ouve-se um piano que chora e comove, vindo do fundo d’alma, da ponta dos dedos de Arthur Moreira Lima.

O sonho acabou. Ou o sonho vai começar?

O som incendeia a massa tricolor e toca fogo nos Thiagos e companhia.

Uma chuva, ou melhor, uma tempestade de fogos precedeu a entrada dos times em campo, luzes e fogos verdes e grenás, um espetáculo de arrepiar, coisa que os cariocas são capazes de proporcionar como ninguém. Atrás de um dos gols, parte da torcida escreveu com as luzes o nome do Fluminense.

Neeeeeeeeeeeeeenseeeeeeee! Neeeeeeeeeeeeenseeeeeeeeeeee!, era só o que se ouvia.

Olhos abertos, pés no chão, jogo em andamento.

E apesar da pressão inicial do Flu, no quinto minuto Guérron bailou sobre Igor pela direita e serviu Bolaños, que abriu o placar.

Quatro minutos depois, Washington perdeu um gol de maneira inacreditável, respondido por outro contra-ataque quase fatal.

No 10º. minuto a torcida pediu Dodô. No minuto seguinte Thiago Neves empatou, em falha de Cevallos.

Frágil e ingênua, a defesa equatoriana se esqueceu que em arremesso lateral não há impedimento, deixou Cícero livre e dele a bola foi para Thiago Neves virar.

Aos 30 Washington sofreu um pênalti escandaloso e Hector Baldassi fingiu não ver.

Então, o Flu se irritou. E parou. Só Conca insistia.

E ainda teve um impedimento inexistente contra o Flu assinalado pela arbitragem.

O Flu voltou sem Igor e com Dodô. Fez bem.

Aos 6, Dodô bateu na trave, pela direita, o que seria o gol da prorrogação.

Que veio em seguida, com Thiago Neves, de falta, com perfeição.

Faltava um gol para a apoteose tricolor, e nem Washington nem Dodô tinham feito o deles.

Thiago Neves, é claro, pedia permissão para entrar no panteão de heróis das Laranjeiras. Castilho, Pinheiro, Telê Santana, Rivellino, Romerito, Assis, concordavam, sorrindo.

Uma bola na trave de Fernando Henrique, porém, fechou a cara de todos.

E veio a prorrogação.

A LDU não tinha a menor pressa, queria os pênaltis.

Mas o primeiro perigo foi da linha do Equador. O segundo foi de Dodô.

No segundo tempo, a LDU teve um gol mal anulado e Luís Alberto foi expulso no último minuto para impedir o que seria um gol de Gerrón.

Vieram os pênaltis e o goleiro Cevallos pegou três vezes, nas cobranças de Conca, Thiago Neves, que não mereciam tamanho castigo, e Washington.

Uma lástima.

O Maracanã tão generoso com o Santos, com o Corinthians, é ruim com os times do Rio.

Nem Flamengo, nem Vasco, nem Botafogo ganharam seus maiores títulos nele.

E o Fluminense também não ganhou seu maior título no Maracanã.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Ser tricolor

Como o Renato prometeu o time do Fluminense virou o resultado.

Outro 3 a 1, o terceiro gol tomado no Maracana em todo campeonato.

90 mil vozes cantando nense ate' o fim, e ate depois do fim.

O Rio foi verde, branco e grena por meses.

Quarta-feiras de bom futebol, futebol este ainda nao visto no campeonato brasileiro.

E bla,bla,bla, estou aqui enrolando para entrar no assunto de ser tricolor. Tricolor e' isso, festa antes da final, pois ja chegamos na final, que mais voce quer? O titulo? Ele vem, uma hora aparece.

Por enquanto ficamos assim. Melhor camapanha da libertadores, uma final emocionante no maior estadio do mundo, ganhamos, mas perdemos. E' assim quando se e' tricolor, nao e' facil torcer para este time. Gostamos de caprichos, colocamos nossos herois no paredao do penalti para fuzilamento em praca publica.

Entre fracos e feridos, sobrevivemos. Timido aplausos para o time que muito jogou, nada brilhante, porque nao somos um time brilhante, pois quem gosta de times brilhantes torce para o Real Madri. Nos somos tricolores, das Laranjeiras, do Rio de Janeiro, do clube algumas vezes campeao, outras nao.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Por duas horas tento escrever um artigo sobre Fluminense e LDU. Mas o coracao nao me deixa guiar os dedos pelo teclado na sequencia imaginada. Nao deu.

Pedi ajuda.

"Por aqui nao falamos em outra coisa. E' so sobre essa final. Tambem, nada temos para fazer. Um jogo de baralho, papo fiado do meu cunhado e flamenguista Mario, assim dias vao passando. Mas nesses ultimos nunca vi nada igual. Como isso aqui ta movimentado. Promessas aos montes. Tantos pedidos. Nao param de chegar, das mais esquisitas, ate as tradicionais caminhadas de joelhos nas escadarias do corcovado. Deve doer muito,nao?

No meio de tudo isso, eu e a turma daqui estamos tratando nossa ansiedade a pires de leite. Ja disse que esse Renato e' um besta. So fica dando entrevista com aqueles oculos de Mario Gomes, o veado da Globo. Mas deixa para la. e o Conca hein? Me lembra o Romerito, passes certeiros no meio de campo, visao de jogo sem igual. Estamos organizando uma turma aqui para ir ao jogo amanha. Ate' ele, o Mario, que empresta o nome ao Maracana disse que gostaria de ir. Eu estarei la, pode deixar, vou estar por ali, sabe-se la onde exatamente. Me preocupa o Almeida, ele ja disse que quer sentar do lado direito das cabines, mas acho que sera mais util do outro lado. O Nelson com aquele jeito truculento dele insiste em levar o sobrenatural cada tempo de um lado, desde que empurre muitas bolas pro gol.

Mesmo daqui nao sabemos quem saira vencedor, o bom sinal e' que vamos em uma grande turma, estaremos la, torcendo, com fe e esperanca. So nao vamos sair gritando e cantando, pois nao temos mais idade. No fim, esperamos estufarmos o peito, batendo sou campeao, de volta pra ca.

Bom, e' amanha. Desde 95 assim nao me vejo. Amanha e' vida ou morte. Ou vida ate depois da morte.

Sei que mortos sairam das tumbas, vivos deixarao suas casas e o motivo unico e' o Fluminense. Esta vendo? Sempre disse isso: Somos bons, somos Fluminense Football Club

Que o Homem daqui nos proteja.
um abraco,
Cid Nunes da Cunha"

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Eu sei que vou te amar

O amor é um sentimento que inclui paixão, ódio, cíumes, ternura, medo, angustia e por ai vai milhões de outros sentimentos acalorados no coração do torcedor.

Ir ao estádio, torcer, gritar, xingar, xingar novamente, as vezes brigar, mesmo que seja com o cachorro, são amores de um fruto proibido entre o torcedor e seu clube.

O Fluminense voltou de uma goleada sofrida nas alturas de Quito, e a resposta amorosa da torcida apaixonada foi a calorosa vibração de acreditar que o time ainda pode responder a esse amor, ganhando o título tão sonhado e esperado pelos amantes do futebol.

A torcida do Corinthias sente um calor amoroso mais constante ao clube do Parque São Jorge,jogando a segundona que antigamente. Isso é uma enorme demonstração de amor e ódio vivida página por página como num romance policial.

O Sport ainda festeja com a torcida o caneco da Copa do Brasil, não importa se perdeu ontem de novo ou se perderá amanhã também, como um marido apaixonado que fora traído, mas ainda ama sua mulher, os torcedores do Sport estão prontos para perdoar qualquer coisa que o time venha a fazer.

E o Flamengo? Ah, nunca vi urubus tão alegres desde a despedida do professor Joel. Líder do brasileiro com Obina marcando duas vezes, nem o mais apoteótico amante do time da Gávea poderia imaginar que viveria dias felizes novamente com o amante corneado na frente de milhões de testemunhas.

O futebol brasileiro é um amante cafajeste, desses que nem padre salva, não há crítico da bestalidade que possa explicar que amor é esse que vem de dentro das vértices umbilicais, no nascimento de uma paixão que nunca, repito, nunca morrerá.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Lição da Copa do Brasil

O time do Fluminense é infinitamente melhor do que o time do Sport.

A desvanagem do Flu, é menor do que a desvantagem que o Sport tinha em relação ao Corinthians na final da Copa do Brasil.

A LDU tem muito menos camisa do que o Corinthians.

É por essas e outras que eu acho que o Fluminense ainda será o campeão da américa.

Mas vai ser um jogo duríssimo, em que o tricolor carioca terá que jogar muito melhor do que jogou em Quito.



****Uma correção, a desvantagem do Flu é maior, pois na final da Libertadores, é o saldo de gols que vale mais, não importando os gols fora de casa. Portanto, mudo minha opinião, para este blogueiro, o máximo que o tricolor carioca pode conseguir é ir aos penaltis. Aí meus amigos, penal é loteria!

Lição da Copa do Brasil- Corrige

No artigo em que eu digo que o Flu tem tudo para ganhar da LDU, retiro minhas palavras.

Fui corrigido pelo meu irmão(tricolor por sinal), na final da Libertadores o não vale gols fora de casa, o que importa é o saldo de gols.

Portanto, para mim no MÁXIMO o que o tricolor carioca pode conseguir, é uma decisão nos pênaltis, aí meu amigo, aí é loteria.

No nivel do mar

Dois mil e oitocentos metros acima do nivel do mar. Não sei o que é isso, por lá nunca estive.

Mas ontem tive imagens Lsdianas, sem nem mesmo ter provado o cogumelo nervótico da partida de futebol.

A bola ganha speed no meio da viagem. Se arrancadão fosse, o nitro seria a quimica.

Equatorianos chutando com velocissimas e eficazes bola, enquanto os brasileiros tentavam acertar o tamanho do calibre.

Parece que o treino de segunda-feira para sentir a pressão da bola ficou só no papo do Renato.

13 anos do seu gol de barriga se passaram, ontem, e vemos o quão pouco sobrou do atrevido gaucho, muleque não, homem, de coragem.

Transformado em um acovardado técnico, que se destaca nos raros momentos figurados do homem do gol de barriga.

Na onda da rádio, Papo do Renato, perder de 2 gols tá bom. Confia na vitória em casa, diante da torcida.

Torcida essa que vai, lotará o maior do mundo, na fé, esperança e mandingas.

Acreditam sobrenaturalmente, que no nivel do mar, em especial a praia carioca, a bola rola do outro jeito.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Viva o Dinamite

É sexta, a eleição do conselho do Vasco....

Os bacalhaus, sócios, já deram a viória ao Dinamite...

Agora só faltam 30 votos para o grande capitão e artilheiro vascaino torna-se presidente...

Ganha o futebol brasileiro, saiu um tirano...

O Rio tem o quarto time grande da cidade de volta...

Aposenta Eurico!!

Os salvaDORES DA PÁTRIA

O Brasil pede, implora e chora pela volta de Ronaldinho e Kaká...

Quando kaká passar por 2 zagueiros e quiser tabelar na direita pra receber na frente, quem será o lateral? Maicon? A bola nunca vai chegar na frente...

O mesmo para Ronaldinho, que jogará no nosso campo para armar qualquer jogada, pois se for esperar pelos passes de Minero e Josué, irá assistir a partida...

Críticos acham que deveria mudar 3 ou 4 jogadores, mas não consigo imaginar quais seriam os outros 7 deixados em campo...

Já falam em Zico para seleção. Já começo a pensar que Dunga não é tão mal assim...

Acho hora de importar um técnico. Para treinar um time de jogadores que jogam na Europa, só mesmo um técnico europeu...

Enquanto o esporte pé-bola vai de mal a pior, o negócio é torcer pelo volei e basquete, porque com de mão vai muito bem, obrigado.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Prefiro não comentar

Devido a insistência da seleção brasileira em ignorar os seus torcedore não jogando um futebol bonito e objetivo como todos querem, este blog ignora os 2 jogos ocorridos pelas eliminatáorias!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

O 'pênalti' em Acosta

Escrevi ontem que aparentemente houve pênalti de Magrão em Acosta.

Fosse eu o árbitro e teria marcado a falta.

E hoje estaria arrependido...

Depois de ver o lance dezenas de vezes, calmamente, de todos os ângulos com as imagens da Globo e da Band, conclui que não houve o toque no atacante corintiano.

E comparar o lance ao de Fábio Costa em Tinga, em 2005, só pode ser brincadeira.

Caros corintianos, aprendamos todos a perder.

A vitória do Sport foi incontestável e seria mesmo se o pênalti tivesse acontecido.

Até porque não só não há garantia de que o pênalti viraria gol como, também, é bom não esquecer de um gol que nasceu de uma falta corintiana no jogo do Morumbi.

Lance corriqueiro, aliás, como seria a marcação do pênalti.

Seria errada, mas não seria um "roubo", tanto que Arnaldo César Coelho (como eu) achou que foi e Renato Marsiglia achou que não foi.

Um é carioca, o outro é gaúcho, e estão pouco se lixando para o Sport ou para o Corinthians.

Repito: aprendamos a perder.

Dói menos, eu garanto.

Parou

Não pára, não pára, não pára...
Não pára, não pára, não pára...
Vai pra cima timão...


O Corinthians pára.

Pára diante de um fraco Sport.

Pára no frango do talentoso Felipe.

Pára na falta de criação de um meio campo limitado.

Pára no erro do juíz.

Pára nos pés do enganador herera.

Pára nos oxalás do nordeste.

Pára de sonhar com uma Libertadores que nunca esteve tão pŕoxima e nunca foi tão fácil.

O Corinthians pára na pressão de uma Ilha nervosa, quase estérica.

Pára o time da Gaviões numa péssima atuação.

Pára no salto alto da mídia paulista.

Pára na fé do irmão do Chico César.

O Corinthias pára na porta da igreja, largando milhões de noivos sem o casamento das Américas.

Para o Pernambucano fica a certeza: O Corinthians na ilha? Pára sim! òxente....

terça-feira, 10 de junho de 2008

Ser corintiano

Por RANDALL NETO

Eu já tive vontade de ser tanta coisa... mesmo depois daquela fase das perguntas "o que você quer ser quando crescer?", eu continuei querendo ser o que não era.

Dito assim, não parece bom, mas dentre as coisas que eu queria ser, nessa semana eu queria ser corinthiano.

Confesso que não é a primeira vez que esse sentimento me assalta os confins da alma, lembro de ter sentido algo semelhante nos tempos da Democracia, quando jogava de camisa pra fora do calção e me dizia Casagrande;

naquele carrinho milagroso do Viola no Brinco de Ouro em 88;

no gol solitário do limitado Tupãzinho matando o São Paulo clássico do "mestre" Telê;

nas deslizadas de joelho do gorducho Neto a cada gol retirado a fórceps, conduzindo o time como um Leônidas nada espartano, ou quando o Dida pegou aqueles dois pênaltis do Raí como se brincasse de uni-duni-tê!

Ano passado eu não quis ser Corinthiano, mas queria estar no meio da Fiel quando o Hino Informal do Corinthians foi composto, o arrepiante "Aqui tem um bando de lôco!".

Deve ser muito bom torcer pro Corinthians!

Os meus colegas de trabalho saíram nas 18 horas cravadas do relógio de ponto na véspera do feriado do dia do trabalho pra ver um combalido e desacreditado Corinthians "série b" tentar reverter uma desvantagem sobre o Goiás, um conhecido e frequente algoz.

O time podia não ser lá essas coisas, mas a torcida confiava que poderia fazer a sua parte, e ainda no primeiro tempo estalava um 4 x 0 no placar.

Depois dessa rodada, com o meu Palmeiras eliminado, vaticinei que pintava em preto e branco o Tri Campeão da Copa do Brasil!

Meus amigos continuaram indo, mesmo ritual, mesma confiança, primeiro o São Caetano, depois o Botafogo, presença garantida no Morumbi lotado, e uma fé que eu, recém campeão paulista, não conseguia entender de onde vinha.

Exatamente por não ser Corinthiano!

E não sendo, vi uma movimentação entre os caras e descobri que não era pra combinar a logística do primeira partida no Morumbi, e sim, confirmando presença num pacote pra ver a segunda partida no Recife!

Abri um sorriso de felicidade vicária e falei:

"Só corinthiano mesmo!".

Foi corrigido a tempo: "Isso aqui é pra qualquer um, mano! Corinthiano mesmo iria mesmo se tivesse perdido o primeiro jogo!".

E lá vão meus "broders" pra Veneza Brasileira, a Pasárgada cantada pelo filho da terra, jogar na "Ilha de Lost", como diz o Xico Sá!

Um contingente menor do que aquele que invadiu o Maracanã pra parar a Máquina Tricolor em 76, mesmo Maracanã que viu o único campeão Mundial da "era moderna" que não precisou ir pro Japão, ganhou em casa, no outrora batizado "Recreio dos Bandeirantes", em pleno verão carioca!

Salve o Corinthians, pois graças a ele, o meu Palmeiras consegue seguir tão grande quanto o Grande Rival!

*Randall Neto é advogado e, como se viu, é palmeirense. É maior e vacinado.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Futebol não se discute... ou discute?

Cheguei em Cuiabá na sexta- feira. Na mesma noite participei de uma discussão interessante. Havia palmeirenses, corinthiano, flamenguista,vascaíno, cruzeirense.

A discussão era a seguinte: como sabemos se um time é maior que o outro ou não. É pelo número de títulos? Número de torcida? Número de informações sobre o time na imprensa?

Eu disse e repito, eu acho que é pela sua história em geral. Do que adianta um enorme número de títulos, sendo que nenhum deles acabam sendo lembrados? Vou dar um exemplo: o Santos é bi- campeão mundial, mas os santistas não se lembram tanto do título em si, mas sim do time que jogava naqueles mundiais e em tantos paulista, como Pelé, Pepe e Coutinho.

Do que adianta a maior torcida, sendo que ela não é presente?

Do que adianta tantos anos de glória, títulos, torcida enorme, sendo que vem uma diretoria corrupta e mancha essa história toda?

Um dos times de maior tradição no estado de São Paulo, a Ponte Preta, nunca ganhou um título na sua história, e é um dos times mais importantes do país. Isso não é uma história bonita?

Portanto meus amigos, essa discussão nunca acabará, pois o são paulino vai se lembrar do Expressinho Tricolor, o santista de Pelé, o palmeirense do chute do Marcelinho que o Marcos pegou, o corinthiano da invasão de 76, o flamenguista de Zico, o dombosquino de Carlinhos ie ié...

Tudo isso faz parte da história destes times.

domingo, 8 de junho de 2008

É pra comemorar

Toda quarta de futebol os amigos se reuniam no bar do Bira. Eram um grupo de flamenguistas que não perdiam um gol. O time era dos melhores, aquele mesmo campeão do mundo. O Renival marcava presença lá. Depois do trabalho, cadeira cativa no Bira, brahma bem gelada e muitos gritos de gol, com comemorações de subir na mesa e acordar a vizinhança. O Rene, só não contava em ser visto na padaria do Seu Manoel. Eplico já: As quintas era o dia do jogo do Vasco, naquela época dividiam os jogos da semana, na quarta a dupla FlaxFlu(contra diferentes adversários) e na quinta era dia de jogos em São Januario e Marechal Hermes. Lá estava o Rene, gritando gol do Dinamite, batendo na mesa, buzinando sem parar e pedindo mais uma rodada de skol e bolinhos de bacalhau. A padaria do Seu Manoel era frequentada por vascaínos fenebrosos, doentes pelo time da colina. Quando o Artu passou para comprar uns pães e a brahminha pra secar o vasco na Tv, deu de cara com o Renival. Puta que pariu, gritou o Artu. O Rene foi saindo gritando quanto tempo, quanto tempo. Já lá fora explicou ao amigo que o negócio dele era comemorar gol. Como Vasco e Flamengo tinham dois times goleadores e seus amigos eram ou um ou outro, ele adorava frequentar os jogos e comemorar do jeito mais torcedor brasieiro que lhe vinha na mente. Dizia ele que o futebol só é bom, mágico por causa do gol, não é como basquete ou volei que a cada lance você sabe que vai haver um ponto, ou três. No futebol não. É imprevissível, emocionante até o último segundo. O que dizer do Fluminense e São Paulo da Libertadores.? Me pergunto se nesse gol do Flu contra os bambis, fosse o grêmio e não o SP. Ele, o Renato iria comemorar?? Porque hoje no Olímpico(vulgo chiqueirão, segundo João)o Renato nem se quer fez um sinal de ok, um vamos lá, vamos empatar para o seu comandado quando este fez o gol. Diferente do Renato que conhecemos, hoje ele não levantou do banco, não berrou, não gritou, foi pior que esses técnicos de futebol de botão. Não comemorar gol do time que ele é funcionário, importante funcionário, é considerado a alma do time, o espírito de luta e raça é na maior leveza dos sentimentos um insulto aos milhões de tricolores e um deboxe à diretoria tricolor. Se ele(o Renato) ama o Grêmio e quer se diretor deles,é fácil. Pega o boné e apaga a luz quando sair. No Flu Renato, seja gol de barriga, canela ou roubado, seja contra Grêmio, Madureira ou América, se é do Fluminense. É pra comemorar.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O Cafajeste

Eu sou um cafajeste. Mesmo sendo bom filho, bom marido e bom funcionário, sou um déspota. Um verdadeiro filho da puta. Também pudera. Aos dez minutos do segundo tempo, na final épica de Yokohama, jurei à Deus que se o Inter, por mais ridículo e improvável que fosse, ganhasse do Barcelona, mesmo que fosse nos pênaltis, eu tatuaria no braço direito a frase " Colorados das Glórias" ( com a primeira letra o sendo o escudo do clube), e no braço esquerdo " Orgulho do Brasil". Fui atendido. Deus está do lado de quem vence. Por minha causa o Internacional derrotou o invencível. Imagino aqui sentado quantas pessoas não fizeram o mesmo na fatídica noite de quarta- feira. Realmente o céu ontem deve ter tido tráfego de promessas. Afinal era o carrasco dos carrascos. Afinal era uma batalha contra o imbatível Boca. Afinal até o eterno Sobrenatural de Almeida apareceu no segundo tempo, nos pés do filho criado pelo o maior algoz, que teve numa terra distante o doce e frio sabor de vingança perfumar as suas entranhas. Geraldinos e arquibaldos transfomados num coral regidos por Onze maestros, não tão afinados quanto os outros, mas tiveram como fadário o mais entorpecente triunfo . Aliás foi possível avistar até o próprio criador da imortal expressão, sentado nas tribunas fumando seu cigarro perguntando para seu neto quem havia feito os tentos. Até Nelson estava lá fazendo promessas. É verdade que não vi o jogo. Como um grande cafajeste, minha inveja ludibriou tanto minha alma que dormi. Minha inveja de ver outra legião repetir o feito de meu esquadrão, não me permitiria assistir. Minha inveja de pensar que milhões estariam fazendo promessas utópicas para um possível totalmente realizável, e que se realizou. Minha inveja de ver alguém chegar onde outrora cheguei, e saber que dessa vez sou apenas um coadjuvante assistindo espetáculo. E pior de tudo: por minha culpa. Pelo grande filho da puta que que sou. A culpa da inveja que me corrói, é simples e puramente por culpa inteiramente minha: Eu não tatuei ainda meus braços ainda. E nem sei se vou tatuar. Deu no que deu. Não ganhamos mais nenhum título que preste. Que sirva de exemplo para os milhões de tricolores que estão em dívida com Ele.